7 dicas de retórica para melhorar o seu discurso

5 dicas de marketing eleitoral político para usar no Twitter
setembro 27, 2015
Qual o perfil ideal de coordenador de campanha política
outubro 7, 2015

Retórica é a arte de falar bem, o que pode incluir a persuasão e o convencimento de uma plateia. Existem estudos sobre retórica desde a Grécia Antiga, o que quer dizer que as pessoas perceberam a importância dessa arte — e técnica — faz tempo. Nos dias atuais, falar em retórica pode ser tanto um elogio quanto pejorativo. Isso porque é comum que se associe a boa retórica à famosa “lábia” ou a um discurso manipulador e até falso. Mas não se trata disso. Um discurso bem-feito é capaz de encantar, convencer e ser verdadeiro, principalmente na política. Por isso, gestos e olhar são fundamentais, já que o discursar pode ser comparado a uma performance do orador. Nossas dicas básicas de retórica pretendem ajudar a melhorar o discurso do seu candidato.

Discursar em sintonia com o público

Se a equipe puder estimar o perfil do público que ouve um candidato, tanto melhor. É importante falar conforme a audiência, o que inclui presumir sobre temas, seleção de palavras, tom, tipos de exemplos a serem empregados, grau de formalidade e de dificuldade, etc.

Pensar e ensaiar o discurso a ser proferido

Improviso pode soar engraçado, mas dificilmente convence uma plateia atenta. A improvisação pode parecer até despreparo e desdém, quando as pessoas começam a achar que o candidato ou político não se dignou nem a preparar o que iria dizer. É preciso pensar e estudar o discurso a ser proferido, ter um bom roteiro, ensaiar, ter uma boa noção de que se pretende dizer e ter um discurso estruturado, isso sem perder o jogo de cintura de quem fala ao vivo.

Sentir a “temperatura” da plateia

O bom orador percebe as reações da plateia e corrige a rota do discurso em pleno andamento. É preciso que o candidato esteja atento aos efeitos causados pelo discurso que profere. Os olhares, a posição do corpo das pessoas, as risadas e até os bocejos podem indicar se aquelas palavras estão funcionando — ou não. É preciso capturar essa plateia.

Fazer perguntas e interagir

A famosa “pergunta retórica” tem a ver com isso. O orador pergunta, sente a reação da plateia, mas ele mesmo responde. Ele mesmo confirma o argumento ou leva o ouvinte até ele. Pode ser que a plateia diga algo, grite palavras, o orador pode ouvir, pegá-las no ar, compor uma resposta a ele mesmo. Isso ajuda a manter os ouvintes ligados no que o candidato ou político está falando.

Cuidar da sua voz e da impostação vocal

O tom é fundamental no discurso. E não apenas ele, mas a voz também pode seduzir multidões, ou afugentar eleitores. Buscar ajuda profissional para aprender a atuar, gesticular, caminhar em um palco ou impostar a voz. Até a respiração é importante, assim com as pausas na hora certa. Trabalhando esses aspectos do jogo de cena, o orador pode alcançar resultados bem interessantes em discursos.

Contar bons casos

Muitos escritores conhecidos falam isto: o público gosta de uma boa história. Pode ser bom, então, contar a trajetória do orador de um modo épico ou emocionante. Despertar os sentimentos da plateia. Narrar, contar e compor seu discurso com partes de uma boa história.

Usar as figuras de linguagem a favor do orador

Vários estudos técnicos apontam que algumas composições podem funcionar bem, como comparações, antíteses, frases de impacto, analogias, metáforas que aproximem o público das ideias que o orador quer expor.

Para chegar a bons resultados, só mesmo exercitando muito a capacidade retórica. Você ainda tem dúvida ou gostaria de receber mais dicas? Fale com a gente no espaço de comentários!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Converse no WhatsApp